domingo, maio 31, 2020

CICLO AGOSTINIANO - AÇORES

2020 05 31 - Dia de Pentecostes

MÃE TERRA *

Senhora minha Mãe Terra,
Boa Mãe que me geraste e me deste os seios,
Homem pleno, eu te estou amando, teu corpo molhado,
Teus cabelos, teu ventre fecundo e ternamente virgem,
Tu me pariste por uma noite sem lua, há quantas noites
Imensas?,
Tu me deste os grandes seios, eu os dei em sangue,
Noites e noites vieram, eu mamando, eu crescendo, crescendo,
De berros acordei os astros, meus irmãos bichos
Pararam na floresta, sentiram minha grandeza,
Encheram teus seios, Mãe, encheram a noite,
Minhas artérias se encheram, minhas veias, meu sexo,
A floresta chamou as ventanias e gemeu
Com as alcateias um canto de ameaças,
Vieram raios e trovões com assombros e medos,
Tu me escondeste nas dobras do teu ventre,
No entanto a alvorada vinha do outro lado do mundo,
Era o Pai Sol que me quis saudar, meu claro, rubro Pai,
Eu parei no meio da planície sem limites, homem pleno,
Há um rumor de seivas, estalar de folhas e ramos,
Vermes e pássaros, latejar da minha carne,
É quase dia agora, aí vem meu Pai galgando as montanhas,
Dia de glória para nós, Senhora minha Mãe Terra.

* de Papiniano Carlos (Lourenço Marques/ Maputo, 1918)


terça-feira, abril 21, 2020

CICLOS AGOSTINIANOS AÇORES

VI CICLO AGOSTINIANO – AÇORES
««««« BIOESFERA »»»»»
27, 28 e 29 de Março de 2008

De reconhecido Interesse Público por despacho de 21.01.2008 do Senhor Director Regional da Cultura

Local: Ilha Graciosa
Comissária: Maria Eduarda Rosa
Organização: Município de Santa Cruz da Graciosa; FaiAlentejo; Associação Agostinho da Silva

27.MAR.08 – (QUINTA-FEIRA)
14:00 – Recepção aos participantes e convidados.
14:30 – Visita guiada à Ilha Graciosa, a lugares de referência ambiental para os participantes convidados.
20:30Lançamento do livro: Actas do V Ciclo Agostiniano - Açores.
21:00 – Tertúlia Sobre Agostinho da Silva.

28.MAR,08 – (SEXTA-FEIRA)
10:00 - Encontro “BIOESFERA”, com participação do Povo da Graciosa e convidados.
14:30 – Encontro “BIOESFERA” (continuação).
17:30 – Encerramento dos Trabalhos.
21:00 – Passagem do filme Agostinho da Silva ele próprio, gravação de António Escudeiro.

29.MAR.08 – (SÁBADO)
11:30 – Desfile das Irmandades do D.E.S..
12:00 – Missa.
13:30 – Função do Espírito Santo, com Sopas e a participação das Irmandades do Divino Espírito Santo.
16:00 – Leitura das Conclusões do Encontro “BIOSFERA” e discursos de Encerramento do VI Ciclo Agostiniano – Açores.
21:30 - Momento Musical com Manuel Freire.










DURANTE O CICLO:
Feira de Livros de Agostinho da Silva (recentemente editados).
Exposição Bibliográfica constituída pelas obras de Agostinho da Silva.
Exposição “Agostinho da Silva – Pensamento e Acção”.

Janeiro 2008
FAIAlentejo

MENSAGEM DA COMISSÁRIA DO VI CICLO AGOSTINIANO – AÇORES


A Graciosa, etimologicamente, a que se dá ou faz gratuitamente, a que deleita e a que atrai a atenção pela beleza e harmonia, delicadeza e graciosidade, sendo reserva da biosfera nas suas componentes litosférica, hidrosférica e atmosférica, é o lugar ideal para dar continuidade aos Ciclos Agostinianos cujos antecedentes tiveram realização nas Ilhas do Triângulo.
Agostinho da Silva deu-se por inteiro à vida, essa dádiva gratuita de que todos os seres vivos usufruem. É nossa missão servi-la, observando-a, preservando-a, conservando-a, reservando-a.
Assim como as ninfas, filhas de Cirene e irmãs do pastor Aristeu, protectoras de cem florestas e cem rios, saibamos fazer deste Encontro um momento de reflexão, um olhar atento e gracioso no presente para guardar e dar ao futuro esse grandioso bem.


Maria Eduarda Rosa

quinta-feira, abril 16, 2020

ESTE ACORDAR D’ARQUIPÉLAGO (Novembro, 1986)


Há um poema
A escrever,
Um dia,
De preferência
Por um profissional da poesia,
Sobre este tempo,
Este lento acordar
Do coletivo sentimento
D’inventar e completar
E transformar o pensamento;

Por ora,
Por aqui,
Fica apenas emprestado
Ao tempo e ao poeta a vir
O anotar
Deste mágico acordar das ilhas
Na cidade,
Como se dia a dia,
Hora a hora,
Se dissipasse
O vasto e sinistro mar
Do recíproco desconhecermo-nos
No público cantar dos pássaros.

Este acordar d’arquipélago,
Ilha a ilha,
Porto a porto,
Perto,
Cada vez mais perto,
Perto: de nos vermos,
              De nos olharmos,
               De nos ouvirmos,
               De nos sabermos,
               De nos acreditarmos,
               De nos rirmos de nós próprios,

Cada vez menos sós,

Dissipando-se o mar e a solidão
No mágico aprender os outros,
Ouvindo.


Maria de Sousa, in A HORA E A CIRCUNSTÂNCIA de Maria de Sousa e Agostinho da Silva, gradiva, 1988, pp. 122-123
.

sexta-feira, abril 03, 2020

2020 04 03 – CICLO AGOSTINIANO AÇORES

AGOSTINHO DA SILVA



Faz hoje 26 anos que morreu. Lembrando-o o homenageamos

CADENZA PRIMEIRA

Pairar acima da vida,
só vivendo-a;
pairar acima da morte,
só morrendo-a;
tudo junto em cada hora
de sempre por todo o sempre
sem nenhum tempo
e agora.”
(Agostinho da Silva)

in:”A hora e a circunstância”, de Maria de Sousa e Agostinho da Silva. Edição Gradiva. 1988. Pág. 13.



segunda-feira, maio 13, 2019

CICLOS AGOSTINIANOS AÇORES


Porto

««!»»

“A quem jamais me dá ordens
 faço o que não apeteço
mas sou contra se alguém manda
pois sirvo, não obedeço.” 

segunda-feira, março 31, 2008

VI CICLO AGOSTINIANO - AÇORES

««««« BIOESFERA »»»»»
Ilha Graciosa
27, 28 e 29 de Março de 2008
De reconhecido Interesse Público por despacho de 21.01.2008 do Senhor Director Regional da Cultura

Conclusões
O nosso acolhimento na Graciosa foi, para além de caloroso, muito adequado ao tema do VI Ciclo Agostiniano – Açores uma vez que fomos levados a conhecer a Ilha nos seus aspectos mais ecologicamente representativos, como sejam a Furna do Enxofre e as Termas do Carapacho, onde pudemos contar com a presença do especialista termal Jorge Mangorrinha, parte integrante do painel de convidados palestrantes.

Este Ciclo revelou uma maturidade, manifesta nas intervenções, que deriva do facto de ter vindo a ser criado ao longo dos últimos anos um ambiente de sintonia não só pela obra, mas pelo espírito agostiniano em si. Tornou-se evidente um processo de amadurecimento, só possível por ter vindo a ser preparado pelos ciclos anteriores, em que os participantes interiorizaram a mensagem de Agostinho quando apresentava a distinção entre “seguidores” e “discípulos”. Não fazendo uma exegese do texto agostiniano, certo é que todas as intervenções se desenvolveram como variações musicais à volta de um espírito efectivamente agostiniano. Haja em vista a apresentação de Helena Briosa e Mota que considera possível encarar Agostinho da Silva como um precursor das questões ecologistas em torno da Biosfera, exemplificando com uma das palestras radiofónicas para crianças e jovens sobre a conquista do “Nanda Devi”, difundida em 1939, quando apenas em 1982 o Parque veio a ser considerado Reserva da Biosfera pela UNESCO. Isto também é notório no complexo de valores agostinianos referidos pela mesma palestrante, tais como a persistência que leva à vitória alcançada depois de fracassos anteriores, o sentido da responsabilidade, a humildade, a solidariedade, o esforço e o sacrifício, a permanente descoberta do encanto sem limites face ao mundo e a esperança no futuro, ou seja, valores humanistas face ao mundo que, sendo fundamentais ao autor português estudado, só muito recentemente passaram a ser levados a sério pela contemporaneidade. No mesmo contexto se pode ler a palestra de Mário Cabral, sobre a concepção franciscana de “natureza”, dado que o franciscanismo, como é sabido, é um dos grandes pensamentos de fundo altamente respeitado por Agostinho da Silva.

Consideradas as duas atitudes apresentadas por Magda Costa Carvalho, a saber, a atitude antropocêntrica e a atitude ecocêntrica, no geral a maior parte das intervenções foram no sentido de um compromisso que legitimasse o direito ao Homem de habitar este mundo sem os excessos utilitaristas tão do conhecimento geral, nunca esquecendo que o ser humano é parte integrante do mundo e não se enconta num ponto externo de dominação absoluta e tirânica. Contudo, Paulo Borges, citando Arne Naess, sublinhou o valor intrínseco da chamada ecologia profunda em detrimento de uma ecologia superficial e mais corrente. Apontou também como Agostinho da Silva, na linha de outros pensadores portugueses, pode ser considerado um precursor da consciência ecológica.

Esta consciência deve ser mantida pelo Homem quando está em causa a preservação de bens vitais, como a Água, que é também recurso essencial no Termalismo. A provável reabilitação das termas açorianas de Carapacho, Ferraria, Vale das Furnas e Varadouro deve constituir um inestimável instrumento de valorização do património natural, do destino turístico açoriano e do turismo de saúde e bem-estar. Segundo Jorge Mangorrinha, se o Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (PROTAA) define claramente as vocações turísticas para as nove ilhas, destacando para a Graciosa o Termalismo, e se a classificação desta ilha como Reserva da Biosfera lhe dá uma dimensão maior quanto ao seu reconhecimento público mas também uma maior apetência para o investimento turístico, é necessário um cuidado extremo nas questões da capacidade de carga do território e na qualidade dos investimentos.

O público não acorreu em grande número ao Colóquio, mas em compensação revelou-se atento e, mais do que isto, muito profundo nas intervenções, como sejam as daquela senhora que referiu que seria útil e muito importante que um encontro desta natureza facultasse pistas de comportamentos éticos que acompanhassem o conhecimento científico actual sobre o ambiente, reforçando a importância não apenas do amor referido por Mário Cabral, mas sobretudo da esperança e da fé; e o daquela outra assistente que referia a necessidade de informar os políticos de todas estas reflexões, dado que eles são os responsáveis pelo desenraizamento das pessoas do seu próprio meio ambiente, o que a custo permitirá o desenvolvimento do amor indispensável à salvaguarda do bem-estar humano e da protecção da natureza. De resto, esta intervenção é tão mais profunda quanto no painel da tarde ouvimos a comissária do ciclo, Maria Eduarda Rosa, ler a comunicação de Eduardo Dias, muito em consonância com esta ideia do afastamento progressivo do homem em relação ao seu meio natural e das consequências que daí derivam na estrutura familiar, moral e política.


A grande participação do Povo deu-se no último dia na festa do Espírito Santo onde desfilaram 14 Irmandades e três grupos de Foliões. Os estandartes vermelhos encimados pela pomba, as coroas de prata, as crianças que foram coroadas muitas delas de branco e as loas e as danças dos Foliões, deram à vila de Santa Cruz da Graciosa um movimento e um colorido singulares, provocando uma grande emoção colectiva.

Durante todos estes dias, contámos sempre com a presença fiel e cordial da grande voz portuguesa de Manuel Freire que encerrou o VI Ciclo Agostiniano – Açores com um espectáculo poético-musical de grande qualidade.

29 de Março de 2008
A Organização

sábado, março 22, 2008

VI CICLO AGOSTINIANO - AÇORES


BIOSFERA
27 a 29 de Março de 2008
ILHA GRACIOSA

A FaiAlentejo volta a empenhar-se na organização do VI Ciclo Agostiniano - Açores, que decorrerá, como é do domínio público, de 27 a 29 de Março de 2008, na ilha Graciosa.

Este evento é aberto a toda a gente.

No Primeiro dia – 27 de Março de 2008 - provocaremos uma tertúlia onde poderemos conhecer melhor: o homem, o filósofo, o visionário, enfim Agostinho da Silva.

No Segundo dia – 28 de Março de 2008 – no Centro Cultural da Graciosa faremos o Encontro sobre a BIOSFERA, onde participam vários oradores. Será aberto pelo Exmº. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa. No final do dia poderemos assistir ao filme “Agostinho da Silva Ele próprio” de António Escudeiro.

No Terceiro dia – 29 de Março de 2008 – Partilharemos uma Função do Espírito Santo, com desfile das Irmandades e dos Foliões da ilha Graciosa. No final da mesma serão lidas as conclusões do Encontro sobre a BIOSFERA.

Para terminar em beleza assitiremos a um Momento Musical no Centro Cultural da Graciosa onde imperará Manuel Freire.

Durante o ciclo haverá:
Feira de Livros de Agostinho da Silva (recentemente editados) e da FaiAlentejo.
Exposição Bibliográfica constituída pelas obras de Agostinho da Silva.
Exposição “Agostinho da Silva – Pensamento e Acção”.

De realçar a presença neste VI Ciclo Agostiniano – Açores de:
Paulo Borges, Professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde trabalha nas áreas de Filosofia da Religião, Filosofia em Portugal e Antropologia e Cultura e integra o projecto de investigação “A Filosofia e as Grandes Religiões do Mundo”. Membro e investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, onde coordena o projecto “Agostinho da Silva: estudo do espólio” e integra o projecto “A questão de Deus. História e Crítica”. Doutorou-se em 2000 com uma dissertação sobre Metafísica e Teologia da Origem em Teixeira de Pascoaes.
Helena Briosa e Mota, é professora do 2º e 3ª ciclos do Ensino Básico. Dedica-se à investigação da obra pedagógica de Agostinho da Silva, objecto da sua tese de doutoramento, em curso. É responsável pela edição dos volumes de Pedagogia integrados nas Obras de Agostinho da Silva (Lisboa, Âncora Editora e Círculo de Leitores, 1999-2003).
Mário Cabral, licenciado em filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1986). Doutorado com a tese em: Via Sapientiæ: da Filosofia à Santidade – a Matriz Cristã do Pensamento Contemporâneo Português a partir de Delfim Santos, Teixeira de Pascoaes e Agostinho da Silva. Professor na Terceira.
Magda Carvalho, é Assistente no Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais da Universidade dos Açores. Tem leccionado as disciplinas de Filosofia em Portugal e Filosofia Moderna, da licenciatura em Filosofia.
Jorge Mangorrinha, é licenciado em Arquitectura, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, e Mestre em História Regional e Local, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É doutorando em Urbanismo, na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Pertence aos quadros técnicos da Câmara Municipal de Lisboa e é Coordenador Científico do Rastreio e Levantamento dos Conjuntos Termais Portugueses (Ministério da Cultura).
Maria Eduarda Rosa, professora. Artista plástica. Comissária dos Ciclos Agostinianos - Açores.
Agradecemos a melhor Divulgação.
O Nosso Bem Hajam!
FAIAlentejo

quinta-feira, março 20, 2008

VI CICLO AGOSTINIANO - AÇORES

CENTRO CULTURAL DA GRACIOSA

29.MAR.08 – (SÁBADO) ÀS21:30

Momento musical com Manuel Freire



Manuel Augusto Coentro de Pinho Freire, nasce a 25 de Abril de 1942 em Vagos. Em 1945 vai para Ovar, onde vive mais de 40 anos, residindo desde 1988 em Vieira de Leiria.
...
Em Setembro de 2003 é eleito para Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.
DADOS SOBRE ACTIVIDADE SOCIAL/POLÍTICA/MUSICAL – Em 1958 participa activamente na campanha de Humberto Delgado para a Presidência da República, participando também nas campanhas eleitorais de 1969 e 73. Faz parte da organização dos “Congressos Republicanos” de Aveiro em 69 e 73.
Com 14 anos é co-fundador de uma colectividade, “Grupo Atlético Vareiro”, sendo dela eleito dirigente por várias vezes até 1974. Em 1982 é co-fundador de uma cooperativa cultural, “Sem-Margem”, e de um Jornal quinzenário, “Terras do Var”.
Nos últimos anos, cumpre dois mandatos como dirigente do “Sport Operário Marinhense”, colectividade da Marinha Grande.
Desde os 16 anos é activista cultural, político e social, tendo sido por várias vezes eleito delegado sindical e membro da “Comissão de Trabalhadores” de “F. Ramada”.
Em Maio de 74 é eleito membro da “Comissão Administrativa” da Câmara de Ovar, nela permanecendo até´à sua extinção. Em 1978 é eleito vereador da mesma Câmara. Desde 74 é candidato inúmeras vezes às “Autárquicas”, “Legislativas” e “Europeias” pelo MDP/CDE,FEPU, APU e CDU.
Em 1995 é-lhe atribuída pela Presidência da República a “Ordem da Liberdade” e em 1996 recebe a “Medalha de Prata” do Concelho de Ovar.
Começa a cantar muito novo, compondo músicas para poemas de diversos autores Portugueses, Brasileiros e Franceses. Seguindo o caminho apontado por José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, põe desde logo a sua actividade nesse campo ao serviço das causas da Educação, Democracia e Liberdade, cantando de Norte a Sul de Portugal ( e em vários outros países) para Colectividades Populares, Sindicatos, Associações de Estudantes, Ass. Culturais, Recreativas, JOC, LOC, JEC, Autarquias, etc.., ultrapassando já de longe o milhar de espectáculos. Compõe e interpreta música para Teatro e Cinema. Um texto que escreveu para uma canção, “Eles”, figura em diversos livros de ensino como introdução ao tema da Emigração. Participa em inúmeros programas de Rádio e Televisão, gravando vários discos (discografia anexa).
Em 1969 recebe o prémio da “Casa da Imprensa” e em 1970 o prémio “Pozal Domingues”.



DISCOGRAFIA de Manuel Freire
1968 Dedicatória / Livre / Eles / Pedro Soldado - EP-Tecla
1968 Lutaremos Meu Amor / Trova / Trova do Emigrante / O Sangue Não Dá Flor - EP-Tecla
1968 Lutaremos Meu Amor / Trova - Single-Tecla
1970 Pedra Filosofal/Menina dos Olhos Tristes - Single-Zip-Zip
1971 - Dulcineia / Poema da Malta das Naus / Canção / Fala do Velho do Restelo ao Astronauta - EP-Zip-Zip
1971 Manuel Freire (LP contendo os Eps da Tecla, anteriormente editados) - LP-Tecla
1972 Pedro Só - Single
1973 Pequenos Deuses Caseiros / Abaixo D. Quixote / Menina Bexigosa / Ouvindo Beethoven - EP-Zip-Zip
1974 Manuel Freire (LP contendo os Singles e Eps anteriormente editados pela Zip - Zip) - LP-Zip-Zip
1977 Que Faço Aqui / Um Dia - Single
1978 O Sangue Não Dá Flor (reedição dos primeiros discos) - LP-Tecla
1978 Devolta - LP-Lamiré
1986 Cais das Tormentas (canção incluída no duplo álbum “100Anos de Maio”) - 2LP-CGTP
1993 CD “Pedra Filosofal” - Strauss
1997 CD “Florestas em Movimento” - De F005
1997 Lágrima de Preta (canção incluída no CD “Sons de Todas as Cores”
1998 Gaivota (canção incluída no CD colectivo “Pelo Sonho É Que Fomos” e voz em várias faixas)
1999 CD “As Canções Possíveis” c/ poemas de José Saramago - Caminho
2000 Participa, interpretando uma canção, no CD “Uma Escola Para Timor Loro Sae”,edição da FENPROF
2002 Participa, interpretando um tema, no CD “Por Sendas, Montes e Vales” da Brigada Victor Jara
2006 Grava e edita com Vitorino e José Jorge Letria o CD “Abril, Abrilzinho”



terça-feira, janeiro 08, 2008

VI CICLO AGOSTINIANO - AÇORES



VI CICLO AGOSTINIANO – AÇORES
««««« BIOESFERA »»»»»
27, 28 e 29 de Março de 2008
De reconhecido Interesse Público por despacho de 21.01.2008 do Senhor Director Regional da Cultura



Local Ilha Graciosa1
Comissária Maria Eduarda Rosa
Organização FaiAlentejo, Associação Agostinho da Silva
Apoios: Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, SRAM, ALRA, Direcção Regional de Turismo, INATEL

27.MAR.08 – (QUINTA-FEIRA)
14:00 – Recepção aos participantes, convidados, do VI Ciclo Agostiniano – Açores.
14:30 – Visita guiada à Ilha Graciosa, a lugares de referência ambiental para os participantes, convidados, do VI CAA.
20:30 – Lançamento do livro: Actas do V Ciclo Agostiniano - Açores.
21:00 – Tertúlia Sobre Agostinho da Silva

28.MAR,08 – (SEXTA-FEIRA)
10:00 - Encontro “BIOESFERA”, com participação de: Mário Cabral, Helena Briosa e Mota, Magda Carvalho, Paulo Borges, Jorge Mangorrinha, Eduardo Dias, entre outros.
14:30 – Encontro “BIOESFERA” (continuação).
17:30 – Encerramento dos Trabalhos.
21:00 - Passagem do filme Agostinho da Silva Ele Próprio, gravação de António Escudeiro.

29.MAR.08 – (SÁBADO)
11:30 – Desfile das Irmandades do D.E.S.
12:00 – Missa
13:30 – Função do Espírito Santo, com Sopas e a participação das Irmandades do Divino Espírito Santo
16:00 – Leitura das Conclusões do Encontro “BIOSFERA” e discursos de Encerramento do VI Ciclo Agostiniano – Açores,
21:30 – Momento musical com Manuel Freire.


DURANTE O CICLO:

- Feira do Livro

- Exposição Bibliográfica constituída pelas obras de Agostinho da Silva.

- Exposição “Agostinho da Silva – Pensamento e Acção”.


1Classificada pela UNESCO como Reserva da Bioesfera “A reserva inclui os habitats costeiros e as florestas verdejantes onde vivem numerosas espécies de aves, morcegos, moluscos e antrópodes. Agricultura, produção de vinho e criação de gado são as formas tradicionais de sustento dos habitantes desta ilha culturalmente diversificada.”
Peça informações para saber como se pode inscrever
www.agostinhodasilva.pt/

2008
FAIAlentejo

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

V CICLO AGOSTINIANO - AÇORES - RELATÓRIO

FAIAL - 2 A 4 DE FEVEREIRO DE 2007

ORGANIZAÇÃO e APOIOS:
Local: Ilha do Faial
Comissária: Maria Eduarda Rosa
Organização: FaiAlentejo
Apoios: Associação Agostinho da Silva, Câmara Municipal da Horta, ALRA, Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Direcção Regional de Turismo, Hortaludus, Cineclube da Horta, Biblioteca Pública e Arquivo da Horta, INATEL, Grupos de Foliões da Ilha do Faial, Irmandades do Divino Espírito Santo da Ilha do Faial, Juntas de Freguesia do Faial, Casas do Povo do Faial, Peter Café Sport, Restaurante A Árvore, Ecoteca do Faial, Jardim Botânico da Horta, Eduardina Rosa – Turismo Rural, Ruraltur – Casas da Arramada, Padaria Popular, SATA Air Açores, Ortin’s & Duarte, Lda. – Horta, DOP – Universidade dos Açores
Jornais: Tribuna das Ilhas; Incentivo; Correio da Horta; Jornal de Notícias
Rádio/TV: Antena 9; Programa Interilhas da RDP; Programa Bom Dia da RTP Açores; Antena 2 da RDP.
ACÇÕES/ACTIVIDADES:
27/1/2007 - Sexta-feira
– Abertura da Exposição “Agostinho da Silva – Pensamento e Acção”, no Teatro Faialense. Esta exposição estará patente ao público até ao dia 11/2/2007.
2/2/2007 - Sexta-feira,
* na Biblioteca Pública e Arquivo da Horta: Abertura das exposições (bibliográfica).
· 14:00 – Recepção pelo Exmº. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Horta aos participantes, convidados, do V Ciclo Agostiniano – Açores.
· 14:30 – Visita guiada à Ilha do Faial, a lugares de referência ambiental para os participantes, convidados, do V CAA.
· 20:30 – Lançamento do livro: O Culto do Espírito Santo – Suas práticas no Faial, de Mário de Lemos, na Biblioteca Pública e Arquivo da Horta. (FOI ADIADO PARA DATA A ANUNCIAR)
· 21:30 - Encontro de Foliões, no Jardim da Igreja de S. Francisco (em frente à Biblioteca Pública e Arquivo da Horta).
03.FEV.07 – Sábado
HORTA
· 10:00 - Encontro “Um Agostinho da Silva”, com intervenção dos participantes convidados: Fernando Dacosta – escritor; Maria Conceição Azevedo – Especialista em Agostinho da Silva; Mário Cabral – Especialista em Agostinho da Silva; Magda Carvalho – Investigadora; Jorge Barros – Fotógrafo, Paulo Borges – Presidente da Associação Agostinho da Silva, no Centro do Mar.
· 14:30 – Encontro “Um Agostinho da Silva” (continuação).
· 17:30 – Encerramento dos Trabalhos e Lançamento de livro: Actas do IV Ciclo Agostiniano - Açores.
· 21:30 – Bailado Na Abertura do Horizonte – a cidade da utopia, pela Companhia de Dança de Lisboa, no Teatro Faialense.
04.FEV.07 – Domingo
FETEIRA
· 11:30 – Desfile das Irmandades do D.E.S. da Ilha do Faial.
· 12:00 – Missa.
· 13:30 – Função do Espírito Santo, com Sopas. E a participação das Irmandades do Divino Espírito Santo e dos Grupos de Foliões da Ilha do Faial.
· 16:00 – Leitura das Conclusões do Encontro “Um Agostinho da Silva” e discursos de Encerramento do V Ciclo Agostiniano – Açores.
HORTA
· 20:00 - Passagem do filme Agostinho da Silva ele próprio (gravação de António Escudeiro), no Teatro Faialense.

GLOBAL DE ASSISTÊNCIA EM TODAS AS ACÇÕES, 650

APRECIAÇÃO FINAL E AGRADECIMENTOS:
O V Ciclo Agostiniano, que decorreu no Faial no fim-de-semana passado, teve vários aspectos originais que vale a pena realçar.
Depois de uma curta visita à Câmara Municipal onde os convidados foram recebidos pelo Presidente, Dr. João de Castro, e agraciados com a oferta dos Anais do Município de Marcelino Lima, houve um passeio ao Jardim Botânico onde o seu Director, Dr. João de Melo, nos fez uma abordagem da flora da Macaronésia e uma visita guiada. O restaurante “Árvore” ofereceu-nos a refeição.
O encontro de Foliões programado para o Jardim de S. Francisco caso não chovesse realizou-se no átrio da biblioteca. Os grupos actuaram no alto das escadas e o público atento aplaudiu-os. Pouca gente? Sem dúvida! Foram no entanto os interessados e notou-se empenho da parte dos participantes em mostrarem da melhor forma possível os cânticos que, vindos de tão longe no tempo, fazem questão de fazer perdurar. De onde estes cânticos com sabor a Ibéria? A que tempo nos transportam o som repetido om, om-om-om ao ritmo do rufar dos tambores? Mistério que nos deixa perplexos e parados de pasmo em busca de entendimento.
O Sábado, no Centro do Mar, foi dedicado à reflexão sobre “Um Agostinho da Silva”, à volta de uma grande mesa como se de bodo se tratasse tal como tinha sido sugerido nas conclusões do IV Ciclo, além da participação dos convidados: Maria da Conceição Azevedo, Paulo Borges, Fernando Dacosta, Jorge Barros, Mário Cabral e Magda Carvalho, contou com a dos nossos conterrâneos Hélder Silva, Vanda Ângelo, Conceição Macedo, esta em representação da Senhora Directora Regional do Turismo, Maria do Céu Brito e José Manuel Rodrigues. Estas comunicações sairão em livro de actas. Nas pausas para o café, saboreámos deliciosas miniaturas gentilmente oferecidas pela Padaria Popular. O almoço foi oferecido e servido pelo e no Peter Café Sport. Para terminar em beleza o dia, o espectáculo de dança: A Cidade da Utopia, no Teatro Faialense, dedicado a Agostinho da Silva e a José Afonso cuja música de fundo, principalmente, a “utopia” e os “índios da meia praia”, vieram dar uma tónica de beleza e liberdade ao Ciclo. Nesta sala de espectáculos encontrava-se a exposição “Agostinho da Silva – pensamento e acção” organizada por Paulo Borges e Renato Epifânio da Associação Agostinho da Silva, num total de 22 painéis, o que, juntamente com o movimento, a cor e a música do espectáculo de dança veio acentuar a mensagem de Agostinho: liberdade de ser e de criar.
No Domingo, na Igreja da Feteira, os foliões voltaram a cantar. As Irmandades do Espírito Santo do Faial fizeram-se representar com os seus estandartes de seda em que a pomba, símbolo de Paz e Amor, imperou. Cantaram de novo os foliões, cantou o povo, acompanhado por guitarra e órgão durante a liturgia, ouviu-se a palavra bíblica, comungou-se do Espírito que, como dizia Agostinho da Silva, é Santo e Divino. Graças a Ele, que sabedoria a do povo perante a ignorância e o autoritarismo! No bodo, organizado pela Irmandade do Espírito Santo do Império da Caridade da Feteira, feito das mais saborosas sopas, carne cozida e assada, arroz doce, tudo regado com bom vinho, os foliões fizeram-se ouvir de novo com os Cânticos às mesas e às sopas. Cânticos perfeitamente dionisíacos de melodias muito diferentes, onde até a apreciação ao vinho “bom vinho”, tão bom que até serve Nosso Senhor, nos soube como se de facto se tivesse transformado em sangue divino, num processo alquímico já anteriormente representado na liturgia.
Encerrou-se o Ciclo, lendo-se as conclusões que aqui se publicam, com as palavras do Presidente da Associação Agostinho da Silva e do Director Regional do Ambiente e do Mar, Doutor Frederico Cardigos, que, em representação da Senhora Secretária do Ambiente e do Mar, nos acompanhou durante todo o dia até ao último evento, o filme “Agostinho da Silva – ele próprio”, no Teatro Faialense.
Foi o melhor de todos os Ciclos Agostinianos, já que não foi necessário falar-se da necessidade de respeitar a diferença como no ano anterior, pois ela desta vez foi posta em prática, quer pelo silêncio quer pela palavra.
A todos aqueles que de alguma forma colaboraram no V Ciclo Agostiniano, não esquecendo entre eles a Ecoteca, pela Dra. Rosa Dart, nem os três empreendimentos de turismo rural, Quinta das Buganvílias, Casas do Capelo e Casas d’Arramada, que ofereceram o alojamento aos convidados, muito obrigada. BEM HAJAM! Não foi em vão, acreditem!

A Comissária do V Ciclo Agostiniano,
Maria Eduarda Rosa



A Organização

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

V CICLO AGOSTINIANO - AÇORES (CONCLUSÕES)

- seguir e continuar Agostinho da Silva é simultaneamente (1) comentar a sua obra e (2) testemunhar o nosso sentimento e vivência do seu legado

(1) Quanto à primeira, foram apresentadas as seguintes ideias da antropologia e da filosofia da história agostinianas:
- tal como Agostinho da Silva nos ensinou, as grandes potencialidades do ser humano são o CONTEMPLAR, o AMAR e o CRIAR
- estas três potencialidades concretizam a emancipação global de todos os homens e do homem todo
- este projecto é simultaneamente exterior, envolvendo as dimensões económica, social e política, mas é sobretudo uma revolução interior: como dizia o professor Agostinho da Silva, o mais importante não são as ideias que temos, mas podermos SER essas ideias
- nisso consiste a compreensão do ser humano como centelha do divino e que se concretiza na Ilha dos Amores, no 5º Império e no Império do Espírito-Santo
- a concretização deste projecto de renovação manifesta-se simbolicamente nos 3 momentos fundamentais no culto popular do Espírito-Santo: o bodo, a coroação do menino e a libertação dos presos
- Agostinho da Silva é um futurista, ou seja, um homem que propõe uma nova utopia: o fim da “era do emprego”, o fim do trabalho como obrigação e a proposta do trabalho como vocação; para que isso seja possível, o ensino deveria ser permanente e gratuito, envolvendo todas as fases e envolvendo todas as actividades humanas
- ensinar é promover condições para aprender, “conhecer o mundo que há”; educar é possibilitar condições para SER, ou seja, “criar o mundo que ainda não há”
- o que distingue o homem da restante natureza é precisamente a capacidade de criar

(2) Quanto à segunda: foram dados vários testemunhos acerca das mais diversas temáticas, sugeridas implícita ou explicitamente pela obra de Agostinho
- ideia de uma consciência ecológica: necessidade de repensarmos as nossas atitudes diante do ambiente que nos cerca
- a insubmissão a todas as formas de totalitarismo ou de violência, desde a imposição de ideários políticos até à indiferença social
- o modo como a aprendizagem de certas técnicas de trabalhos manuais nos conduz à construção da nossa própria pessoa, contribuindo assim para o auto-conhecimento e a auto-superação que nos propunha o projecto agostiniano de educação e de vida
- a valorização da cultura popular e da experiência de vida, que se sobrepõe a uma pura e estéril erudição
- o século XXI será o século da queda do tabu da morte, assim como o século XX foi o da queda do tabu do sexo: a ideia de que quem ama bem, morre bem

Projectos para o futuro: definição e concretização de tempos e de espaços de SER
- instituir na Horta o costume do Cantar às Estrelas: criação artística popular e a fruição dessa criação
- promover “Encontros do Silêncio”, especialmente nas zonas da Ilha mais propícias a uma interiorização e a uma vivência íntima: vivência dos espaços, oportunidade de comunhão com a natureza e com o cosmos.

Porto Pim, 3 de Fevereiro de 2007

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

ENCONTRO "UM AGOSTINHO DA SILVA"

03.FEV.07 – (SÁBADO), NO CENTRO DO MAR (ANTIGA FÁBRICA DA BALEIA) - HORTA
·10:00 - Encontro “Um Agostinho da Silva”, com intervenção dos participantes convidados: Fernando Dacosta – escritor; Maria Conceição Azevedo – Especialista em Agostinho da Silva; Mário Cabral – Especialista em Agostinho da Silva; Magda Carvalho – Investigadora; Jorge Barros – Fotógrafo, Paulo Borges – Presidente da Associação Agostinho da Silva.
·14:30 – Encontro “Um Agostinho da Silva” (continuação).
·17:30 – Encerramento dos Trabalhos.

No IV ciclo agostiniano no Capelo-Faial sob o tema de a diferença que teve uma significativa adesão e cujas comunicações agora saem publicadas em livro de actas, foi possível fazer o que Agostinho da Silva desejava: que tivessem opiniões diferentes, que se lhe opusessem. Deste modo, pensámos então continuar a dinâmica obtida alargando horizontes na visão de um agostinho da silva, à semelhança do que ele fizera em relação a Fernando Pessoa cujo olhar foi publicado em 1959 num livro intitulado: Um Fernando Pessoa. Neste olhar sobre o poeta pessoano, A.S. afirmou que a missão de Portugal seria vir de novo construir o seu mundo de paz, paz essa a realizar sobretudo nas almas. O novo reino seria o da alma humana, transformada em seu interior, sendo e continuamente ansiosa de mais ser. Já não seria o Império das descobertas pelo mar, mas sim o Império interior a comandar.

Que, através de todo o nevoeiro que envolve os dias de hoje, “pelo próprio nevoeiro” como dizia Agostinho, chegue a Hora de o Encoberto, “em milagre supremo” se desocultar.

Que um agostinho da silva nos espevite à acção para a criação desse tão desejado reino da alma humana.

Maria Eduarda Rosa

ENCONTRO DE FOLIÕES DA ILHA DO FAIAL

2/2/2007, às 21:30 - No Jardim da Igreja de S. Francisco (em frente à Biblioteca Pública e Arquivo da Horta).
Participarão os Grupos de Foliões das Irmandades do Espírito Santo da Ilha do Faial.

"Agostinho da Silva: Pensamento e Acção"

Integrada no programa do V Ciclo Agostiniano – Açores, foi aberta, no passado dia 27 de Janeiro, a Exposição Foto-bio-bibliográfica "Agostinho da Silva: Pensamento e Acção" que estará patente ao público até ao dia 4 de Fevereiro, no Teatro Faialense.

“A Exposição Foto-bio-bibliográfica "Agostinho da Silva: Pensamento e Acção" (composta por 24 painéis, de 1m por 0.7m) pretende reconstituir os principais marcos da vida de Agostinho da Silva: desde o seu nascimento no Porto a 13 de Fevereiro de 1906, a infância passada em Barca d' Alva, o percurso liceal e universitário de novo no Porto, até, em 1944, a sua ida para o Brasil e, 25 anos depois, em 1969, o seu regresso a Portugal, onde permanecerá os seus últimos 25 anos de vida. Ao longo dela, faz-se igualmente referência às suas principais obras, bem como aos principais eixos do seu pensamento.”

Na Abertura do Horizonte – a cidade da utopia



03.FEV.07 – (SÁBADO) - às 21:30, no Teatro Faialense:

– Bailado Na Abertura do Horizonte – a cidade da utopia, pela Companhia de Dança de Lisboa.










Apoios: Câmara Municipal da Horta, Assembleia Legislativa Regonal dos Açores,

“Agostinho da Silva ele próprio”

4/2/2007 - 21:30, no Teatro Faialense:

- Passagem do filme “Agostinho da Silva ele próprio”, gravação de António Escudeiro. Produção da Zéfiro.

“É a trancrição de um vídeo gravado por António Escudeiro nos anos 90. Este vídeo esteve, até hoje “guardado no bau”, até que o Espírito Santo o fez ganhar asas, voar e encontrar a sua razão de existência. Segundo o desejo do mesmo, tanto o DVD como as palavras do texto são completamente fiéis ao original: sem montagens, sem correcções.

As imagens e as palavras são, assim, um reflexo de Agostinho da Silva, do seu espírito criativo e do seu pensamento original e criador (...), o testemunho de um dos maiores pensadores portugueses do século XX.”


APOIOS DE:
Cineclube da Horta
Hortaludus

CONVITE

V CICLO AGOSTINIANO - AÇORES
“Um Agostinho da Silva”
Faial, entre 2 e 4 de Fevereiro de 2007

Caros amigos,

É com alegria que convidamos V. Exª. para rememorarmos a vida e a obra do pensador luso-brasileiro Agostinho da Silva, cujas comemorações do centenário do seu nascimento terminam este ano.

O V Ciclo Agostiniano - Açores contará com: um Encontro de Foliões (inédito na ilha do Faial); a apresentação do filme “Agostinho da Silva, ele próprio”; uma Função do Espírito Santo, com desfile das Irmandades dos Impérios do Espírito Santo da ilha do Faial, onde não faltarão os Foliões; o Bailado “Na abertura do horizonte – a cidade da utopia”, pela Companhia de Dança de Lisboa e o Encontro “Um Agostinho da Silva” onde estarão pesquisadores e admiradores da obra agostiniana.

É evidente que estamos a contar com a Vossa participação.

FaiAlentejo
http://failentejo.multiply.com/

quarta-feira, janeiro 17, 2007

FUNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO




Função do Espírito Santo
4/2/2007 na Feteira

11:30 – DESFILE DE IRMANDADES E FOLIÕES DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DA ILHA DO FAIAL (Junto à Filarmónica)

12:00 – MISSA

13:00 – SOPAS DO ESPÍRITO SANTO


RECEITA A FAVOR DO IMPÉRIO
DA CARIDADE – FETEIRA
(Construção de um pavilhão pré-fabricado)


ACEITAM-SE INSCRIÇÕES
12,00 EUROS (por pessoa)
até 31 de Janeiro de 2007
na
Casa do Povo da Feteira
Rua da Igreja, 18 r/c - 9900 Feteira HRT
tel. 292 943 410

sexta-feira, dezembro 01, 2006

UM AGOSTINHO DA SILVA



MEU CARO AMIGO

Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos deviam servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.

Agostinho da Silva

V CICLO AGOSTINIANO – AÇORES
Local Ilha do Faial
Comissária Maria Eduarda Rosa
Organização FaiAlentejo
Apoios: Câmara Municipal da Horta, ALRA, Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Direcção Regional de Turismo, Hortaludus, Cineclube da Horta, Biblioteca Pública e Arquivo da Horta, INATEL, Grupos de Foliões da Ilha do Faial, Irmandades do Divino Espírito Santo da Ilha do Faial, Peter Café Sport, Restaurante A Árvore, Ecoteca do Faial, Jardim Botânico da Horta, Eduardina Rosa – Turismo Rural, Ruraltur – Casas da Arramada.
02.FEV.07 – (SEXTA-FEIRA)
· 14:00 – Recepção pelo Exmº. Senhor Presidente da Câmara Municipal da Horta aos participantes, convidados, do V Ciclo Agostiniano – Açores.
· 14:30 – Visita guiada à Ilha do Faial, a lugares de referência ambiental para os participantes, convidados, do V CAA.
· 20:30 – Lançamento do livro: O Culto do Espírito Santo – Suas práticas no Faial, de Mário de Lemos, na Biblioteca Pública e Arquivo da Horta.
· 21:30 - Encontro de Foliões, no Jardim da Igreja de S. Francisco (em frente à Biblioteca Pública e Arquivo da Horta).
03.FEV.07 – (SÁBADO)
HORTA
·10:00 - Encontro “Um Agostinho da Silva”, com intervenção dos participantes convidados: Professora Helena Briosa e Mota – Mestra na área da educação; Professora Doutora Maria Conceição Azevedo – Especialista em Agostinho da Silva; Professor Mário Cabral – Especialista em Agostinho da Silva; Dr.ª. Magda Carvalho – Investigadora; Professor Doutor Paulo Borges – Presidente da Associação Agostinho da Silva, no Centro do Mar.
· 14:30 – Encontro “Um Agostinho da Silva” (continuação).
· 17:30 – Encerramento dos Trabalhos e Lançamento de livro: Actas do IV Ciclo Agostiniano - Açores.
· 21:30 – Bailado Na Abertura do Horizonte – a cidade da utopia, pela Companhia de Dança de Lisboa, no Teatro Faialense.
04.FEV.07 – (DOMINGO)
FETEIRA
· 11:30 – Desfile das Irmandades do D.E.S. da Ilha do Faial.
· 12:00 – Missa
· 13:30 – Função do Espírito Santo, com Sopas. E a participação das Irmandades do Divino Espírito Santo e dos Grupos de Foliões da Ilha do Faial.
· 16:00 – Leitura das Conclusões do Encontro “Um Agostinho da Silva” e. discursos de Encerramento do V Ciclo Agostiniano – Açores,
HORTA
· 21:30 - Passagem do filme Agostinho por si próprio de António Escudeiro, no Teatro Faialense.
DURANTE O CICLO
· Feira de Livros de Agostinho da Silva (recentemente editados), no Teatro Faialense.
· Exposição Bibliográfica constituída pelas obras de Agostinho da Silva, na Biblioteca Pública e Arquivo da Horta
· Exposição “Agostinho da Silva – Pensamento e Acção”, no Teatro Faialense, de 27.JAN.07 a 04.FEV.07.

Faial, 2007